{"id":501,"date":"2014-10-07T14:24:25","date_gmt":"2014-10-07T13:24:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/?p=501"},"modified":"2019-01-20T23:10:06","modified_gmt":"2019-01-20T23:10:06","slug":"tratamento-cirurgico-da-displasia-da-anca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/tratamento-cirurgico-da-displasia-da-anca\/","title":{"rendered":"Tratamento cirurgico da displasia da anca"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; next_background_color=&#8221;#000000&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.19.4&#8243;]<\/p>\n<p class=\"text-normal\"><span style=\"color: #1e73be;\"><strong><span class=\"text-artigo-sub-headers\">Neste artigo abordamos alguns aspectos de 5 t\u00e9cnicas cir\u00fargicas usadas para o tratamento da displasia da anca.<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"text-normal\">Neste momento estas s\u00e3o as t\u00e9cnicas que nos surgem como as mais relevantes no tratamento desta doen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p>Primeiro vamos demonstrar o desequil\u00edbrio em que est\u00e1 a articula\u00e7\u00e3o na situa\u00e7\u00e3o de displasia. A m\u00e1 conforma\u00e7\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o causa o movimento que vemos na imagem.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span class=\"Azul\" style=\"text-align: center; color: #1e73be;\"><strong>TRANSLA\u00c7\u00c3O LATERAL<\/strong><span class=\"imagem_direita\"><strong>\u00a0<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29058 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/artigo_trat_translacao_lateral.gif\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"437\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Este movimento (transla\u00e7\u00e3o lateral) piora a m\u00e1 conforma\u00e7\u00e3o porque o acet\u00e1bulo em crescimento precisa da cabe\u00e7a femoral contida no seu centro para lhe servir de \u201cmolde\u201d. Este movimento \u00e9 anormal para a articula\u00e7\u00e3o e causa um desgaste acelerado da cartilagem por excesso de atrito. Ele exige um esfor\u00e7o extra de alguns m\u00fasculos na tentativa de manter a cabe\u00e7a femoral contida no centro do acet\u00e1bulo. Estes m\u00fasculos entram em fadiga e a situa\u00e7\u00e3o torna-se insustent\u00e1vel. A c\u00e1psula articular \u00e9 esticada repetidamente e sofre lacera\u00e7\u00f5es; o aumento de fluido articular por inflama\u00e7\u00e3o e a deforma\u00e7\u00e3o do labrum causam a perda do efeito \u201cventosa\u201d que o acet\u00e1bulo exerce na \u201cesfera\u201d que \u00e9 a cabe\u00e7a femoral aquando de for\u00e7as distractivas. Cada vez mais a cabe\u00e7a \u201cfoge\u201d de dentro do acet\u00e1bulo e pode chegar mesmo a luxar (desencaixar totalmente) nos casos mais graves.<\/p>\n<p>Primeiro vamos abordar 3 t\u00e9cnicas que aumentam a cobertura da cabe\u00e7a femoral, melhorando a biomec\u00e2nica da articula\u00e7\u00e3o. Uma das ideias chave a reter em rela\u00e7\u00e3o a estas t\u00e9cnicas \u00e9 que: Quanto mais cedo fizermos a cirurgia , melhores s\u00e3o os resultados . Conv\u00e9m lembrar que quando se fala de crescimento e desenvolvimento os c\u00e3es t\u00eam o rel\u00f3gio muito acelerado em rela\u00e7\u00e3o aos humanos. Vejamos: 2 meses de gesta\u00e7\u00e3o contra 9 meses nos humanos; a placa de crescimento tri-radiada do acet\u00e1bulo encerra aos 5-6 meses de idade contra 20-25 anos nos humanos; o crescimento do esqueleto p\u00e1ra entre os 12 a 18 meses contra os 17 a 20 anos dos humanos. \u00c9 isto que devemos ter em mente quando tomamos decis\u00f5es no tratamento desta doen\u00e7a. Cada semana que passa faz diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span class=\"text-headers-3\" style=\"color: #1e73be;\"><strong><span class=\"Azul\"><span class=\"text-artigo-sub-headers\">OSTEOTOMIA P\u00c9LVICA TRIPLA<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29056 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/artigo_trat_osteotomia_tripla.gif\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"437\" \/><\/span><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Nesta t\u00e9cnica o acet\u00e1bulo \u00e9 solto da sua posi\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica e rodado de forma a cobrir a cabe\u00e7a femoral. Esta nova posi\u00e7\u00e3o do acet\u00e1bulo \u00e9 mantida por interm\u00e9dio de placa e parafusos. Isto vai causar uma melhor distribui\u00e7\u00e3o das for\u00e7as que passam pela articula\u00e7\u00e3o e reequilibrar as for\u00e7as musculares, parando as referidas e mal\u00e9ficas transla\u00e7\u00f5es laterais e as suas consequ\u00eancias. Se o animal ainda tem algum desenvolvimento pela frente (por exemplo se tiver 5 meses de idade) o resto do crescimento do acet\u00e1bulo ser\u00e1 melhor orientado porque o \u201cmolde\u201d (cabe\u00e7a femoral) voltou ao centro do acet\u00e1bulo. Os resultados com esta t\u00e9cnica t\u00eam sido consistentes na melhoria do desempenho da articula\u00e7\u00e3o com displasia apesar de que n\u00e3o \u00e9 muitas vezes poss\u00edvel parar a progress\u00e3o da doen\u00e7a articular degenerativa (artrose). Nem todos os animais s\u00e3o candidatos a esta cirurgia. A avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-cir\u00fargica ir\u00e1 determinar se o acet\u00e1bulo ter\u00e1 as caracter\u00edsticas necess\u00e1rias para que a sua rota\u00e7\u00e3o melhore a conten\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a femoral. Ap\u00f3s a cirurgia \u00e9 muito importante respeitar um per\u00edodo de 6-8 semanas de repouso do animal, com total proibi\u00e7\u00e3o de saltos e corrida. O stress excessivo sobre os materiais de fixa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 afectar em muito o resultado da cirurgia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span class=\"text-headers-3\" style=\"color: #1e73be;\"><strong>PLASTIA DO BORDO ACETABULAR DORSAL<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29055 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/artigo_trat_darthroplasty.gif\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"438\" \/><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Nesta t\u00e9cnica \u00e9 colocado um enxerto \u00f3sseo sobre a c\u00e1psula articular e criadas condi\u00e7\u00f5es para que este enxerto se estabele\u00e7a e cres\u00e7a como uma extens\u00e3o do acet\u00e1bulo original. Assim aumentamos a superf\u00edcie sobre a qual podem ser colocadas as for\u00e7as do apoio, visto que a c\u00e1psula articular por debaixo do enxerto \u00f3sseo se vai transformar em fibrocartilagem que \u00e9 a melhor aproxima\u00e7\u00e3o que o organismo consegue produzir \u00e1 cartilagem hialina. Consoante a fase e a gravidade da doen\u00e7a este enxerto pode inclusive \u201cenviar\u201d a cabe\u00e7a femoral de volta para o centro do acet\u00e1bulo e, se o animal ainda tem algum desenvolvimento pela frente o resto do crescimento do acet\u00e1bulo ser\u00e1 melhor orientado.\u00a0Em medicina humana, a t\u00e9cnica an\u00e1loga (\u201cSlotted Acetabular Augmentation\u201d) tem um importante historial de aplica\u00e7\u00e3o. Em medicina veterin\u00e1ria esta t\u00e9cnica tem um historial mais curto que a osteotomia p\u00e9lvica tripla, logo, existem menos estudos dispon\u00edveis cujos resultados nos indiquem os seus limites de aplica\u00e7\u00e3o. A nossa experi\u00eancia com esta t\u00e9cnica, na altura em que contamos mais de 4 centenas de ancas operadas, tem deixado a equipa de veterin\u00e1rios, o dono e o seu animal bastante satisfeitos com os resultados. Os resultados t\u00eam sido consistentes na melhoria do desempenho da articula\u00e7\u00e3o com displasia apesar de que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel parar completamente \u00a0a progress\u00e3o da doen\u00e7a articular degenerativa (artrose), principalmente se j\u00e1 estiver instalada e avan\u00e7ada. S\u00f3 altera\u00e7\u00f5es muito graves da articula\u00e7\u00e3o excluir\u00e3o os animais desta solu\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, em contraste com os mais apertados par\u00e2metros de selec\u00e7\u00e3o para a solu\u00e7\u00e3o que \u00e9 a osteotomia p\u00e9lvica tripla.\u00a0Ap\u00f3s a cirurgia \u00e9 muito importante respeitar um per\u00edodo de 6-8 semanas de repouso do animal, com total proibi\u00e7\u00e3o de saltos e corrida. O stress excessivo colocado sobre o enxerto poderia dar ao aumento acetabular uma configura\u00e7\u00e3o menos boa.<\/p>\n<p><strong style=\"color: #1e73be;\">Sinfiodese P\u00fabica Juvenil<br \/><\/strong>Esta t\u00e9cnica surgiu da seguinte constata\u00e7\u00e3o: &#8211; se pararmos o crescimento da p\u00e9lvis na placa de crescimento da s\u00ednfise p\u00fabica causamos uma rota\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do acet\u00e1bulo (semelhante \u00e1 osteotomia p\u00e9lvica tripla) que aumenta a conten\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a femural. A t\u00e9cnica cir\u00fargica consiste em fazer a cauteriza\u00e7\u00e3o da placa de crescimento ao n\u00edvel da s\u00ednfise p\u00fabica. O seu historial de aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda curto. Os resultados reportados at\u00e9 hoje s\u00e3o encorajadores. A t\u00e9cnica \u00e9 ineficaz a partir dos 5 meses de idade, o que obriga a uma detec\u00e7\u00e3o precoce da doen\u00e7a.<\/p>\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong><span class=\"text-headers-3\">Pr\u00f3tese total da anca<\/span><br \/><\/strong><\/span> \u00c9 uma t\u00e9cnica cuja percentagem de bons resultados nos estudos efectuados pode atingir os 90% no seio de uma equipa com experi\u00eancia na sua aplica\u00e7\u00e3o.A pr\u00f3tese com maior historial de aplica\u00e7\u00e3o na esp\u00e9cie canina \u00e9 a pr\u00f3tese cimentada, na qual existe um cimento entre os implantes e o osso. Tipicamente estas pr\u00f3teses t\u00eam o seu ideal de aplicabilidade a partir dos 4-5 anos do c\u00e3o. Antes destas idades h\u00e1 quest\u00f5es importantes como a menor consist\u00eancia do osso jovem e com o per\u00edodo de vida \u00fatil da pr\u00f3tese.\u00a0T\u00eam-se procurado desenvolver pr\u00f3teses que permitam uma melhor ancoragem no osso, com maior durabilidade e que se apliquem em pacientes cada vez mais jovens. Neste sentido surgiram nos \u00faltimos anos as pr\u00f3teses n\u00e3o cimentadas \u00e0 semelhan\u00e7a da medicina humana. Os estudos s\u00e3o no entanto ainda insuficientes para sabermos qual o progn\u00f3stico a m\u00e9dio e longo prazo com estas solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span class=\"text-headers-3\" style=\"color: #1e73be;\"><strong>RESSE\u00c7\u00c3O DE CABE\u00c7A E COLO FEMURAL<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29057 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/artigo_trat_ressecao_cabeca_colo_femur.gif\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"437\" \/><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Esta t\u00e9cnica consiste em remover a cabe\u00e7a e o colo femorais. A resposta do organismo \u00e9 a densifica\u00e7\u00e3o das estruturas remanescentes, nomeadamente da c\u00e1psula articular, ocorrendo a forma\u00e7\u00e3o do que tem sido apelidado de \u201cfalsa articula\u00e7\u00e3o\u201d. As raz\u00f5es pelas quais esta cirurgia \u00e9 considerada um \u00faltimo recurso s\u00e3o a imprevisibilidade da recupera\u00e7\u00e3o funcional e do tempo de recupera\u00e7\u00e3o. Isto n\u00e3o significa que n\u00e3o se obtenham frequentemente resultados satisfat\u00f3rios. Apesar de que a maioria dos animais tolera bem esta t\u00e9cnica e v\u00ea os seus sintomas diminu\u00eddos, uma propor\u00e7\u00e3o significativa manter\u00e1 algum tipo de limita\u00e7\u00e3o no uso do membro operado. Quanto mais pesado o animal, maior o risco de sequelas limitativas. O tempo que decorre desde a cirurgia at\u00e9 que o animal comece a usar o membro operado com maior confian\u00e7a \u00e9 vari\u00e1vel e pode ir at\u00e9 per\u00edodos t\u00e3o longos como 7-12 meses em alguns estudos, embora isto n\u00e3o ocorra com muita frequ\u00eancia.Apesar de tudo permanece como uma solu\u00e7\u00e3o de al\u00edvio da dor em situa\u00e7\u00f5es mais graves e em que n\u00e3o se vislumbra outro tratamento.\u00a0No nosso centro, e visto que a literatura especializada refere que uma das principais causas de insucesso da t\u00e9cnica seria o contacto osso com osso ap\u00f3s a cirurgia, frequentemente efectuamos ressec\u00e7\u00e3o parcial acetabular para minimizar os riscos dessa poss\u00edvel fonte de desconforto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Saiba mais sobre a T\u00e9cnica Modificada da Plastia do Bordo Acetabular Dorsal de Slocum (DARthroplasty), <br \/>em <a href=\"http:\/\/www.darthroplasty.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.darthroplasty.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.darthroplasty.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29688 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/darthroplasty_logo_s.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"36\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.0.47&#8243; prev_background_color=&#8221;#000000&#8243;][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.0.48&#8243; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_button admin_label=&#8221;BOT\u00c3O VOLTAR ARTIGOS (n\u00e3o editar)&#8221; button_url=&#8221;http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/artigos\/&#8221; button_text=&#8221;MAIS ARTIGOS &#8221; button_alignment=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;3.19.4&#8243; custom_button=&#8221;on&#8221; button_text_size=&#8221;14px&#8221; button_bg_color=&#8221;#629fca&#8221; button_border_width=&#8221;0px&#8221; button_icon=&#8221;%%197%%&#8221; button_icon_placement=&#8221;left&#8221; button_on_hover=&#8221;off&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; button_letter_spacing_hover=&#8221;0&#8243; button_bg_color_hover=&#8221;#14647c&#8221; button_text_size__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_one_text_size__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_text_size__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_text_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_one_text_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_text_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_border_width__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_one_border_width__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_border_width__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_border_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_one_border_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_border_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_border_radius__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_one_border_radius__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_border_radius__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_letter_spacing__hover_enabled=&#8221;on&#8221; button_letter_spacing__hover=&#8221;0&#8243; button_one_letter_spacing__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_letter_spacing__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_bg_color__hover_enabled=&#8221;on&#8221; button_bg_color__hover=&#8221;#14647c&#8221; button_one_bg_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_bg_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; \/][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste artigo abordamos alguns aspectos de 5 t\u00e9cnicas cir\u00fargicas usadas para o tratamento da displasia da anca.<\/p>\n<p>Neste momento estas s\u00e3o as t\u00e9cnicas que nos surgem como as mais relevantes no tratamento desta doen\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":29113,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"<p class=\"text-normal\"><span style=\"color: #1e73be;\"><strong><span class=\"text-artigo-sub-headers\">Neste artigo abordamos alguns aspectos de 5 t\u00e9cnicas cir\u00fargicas usadas para o tratamento da displasia da anca.<\/span><\/strong><\/span><\/p>\r\n<p><span class=\"text-normal\">Neste momento estas s\u00e3o as t\u00e9cnicas que nos surgem como as mais relevantes no tratamento desta doen\u00e7a.<\/span><\/p>\r\n<p>Primeiro vamos demonstrar o desequil\u00edbrio em que est\u00e1 a articula\u00e7\u00e3o na situa\u00e7\u00e3o de displasia. A m\u00e1 conforma\u00e7\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o causa o movimento que vemos na imagem.<\/p>\r\n<p>\u00a0<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><span class=\"Azul\" style=\"text-align: center; color: #1e73be;\"><strong>TRANSLA\u00c7\u00c3O LATERAL<\/strong><span class=\"imagem_direita\"><strong>\u00a0<\/strong><img class=\"aligncenter wp-image-29058 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/artigo_trat_translacao_lateral.gif\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"437\" \/><\/span><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: left;\">Este movimento (transla\u00e7\u00e3o lateral) piora a m\u00e1 conforma\u00e7\u00e3o porque o acet\u00e1bulo em crescimento precisa da cabe\u00e7a femoral contida no seu centro para lhe servir de \u201cmolde\u201d. Este movimento \u00e9 anormal para a articula\u00e7\u00e3o e causa um desgaste acelerado da cartilagem por excesso de atrito. Ele exige um esfor\u00e7o extra de alguns m\u00fasculos na tentativa de manter a cabe\u00e7a femoral contida no centro do acet\u00e1bulo. Estes m\u00fasculos entram em fadiga e a situa\u00e7\u00e3o torna-se insustent\u00e1vel. A c\u00e1psula articular \u00e9 esticada repetidamente e sofre lacera\u00e7\u00f5es; o aumento de fluido articular por inflama\u00e7\u00e3o e a deforma\u00e7\u00e3o do labrum causam a perda do efeito \u201cventosa\u201d que o acet\u00e1bulo exerce na \u201cesfera\u201d que \u00e9 a cabe\u00e7a femoral aquando de for\u00e7as distractivas. Cada vez mais a cabe\u00e7a \u201cfoge\u201d de dentro do acet\u00e1bulo e pode chegar mesmo a luxar (desencaixar totalmente) nos casos mais graves.<\/p>\r\n<p>Primeiro vamos abordar 3 t\u00e9cnicas que aumentam a cobertura da cabe\u00e7a femoral, melhorando a biomec\u00e2nica da articula\u00e7\u00e3o. Uma das ideias chave a reter em rela\u00e7\u00e3o a estas t\u00e9cnicas \u00e9 que: Quanto mais cedo fizermos a cirurgia , melhores s\u00e3o os resultados . Conv\u00e9m lembrar que quando se fala de crescimento e desenvolvimento os c\u00e3es t\u00eam o rel\u00f3gio muito acelerado em rela\u00e7\u00e3o aos humanos. Vejamos: 2 meses de gesta\u00e7\u00e3o contra 9 meses nos humanos; a placa de crescimento tri-radiada do acet\u00e1bulo encerra aos 5-6 meses de idade contra 20-25 anos nos humanos; o crescimento do esqueleto p\u00e1ra entre os 12 a 18 meses contra os 17 a 20 anos dos humanos. \u00c9 isto que devemos ter em mente quando tomamos decis\u00f5es no tratamento desta doen\u00e7a. Cada semana que passa faz diferen\u00e7a.<\/p>\r\n<p>\u00a0<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><span class=\"text-headers-3\" style=\"color: #1e73be;\"><strong><span class=\"Azul\"><span class=\"text-artigo-sub-headers\">OSTEOTOMIA P\u00c9LVICA TRIPLA<img class=\"aligncenter wp-image-29056 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/artigo_trat_osteotomia_tripla.gif\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"437\" \/><\/span><\/span><\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: left;\">Nesta t\u00e9cnica o acet\u00e1bulo \u00e9 solto da sua posi\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica e rodado de forma a cobrir a cabe\u00e7a femoral. Esta nova posi\u00e7\u00e3o do acet\u00e1bulo \u00e9 mantida por interm\u00e9dio de placa e parafusos. Isto vai causar uma melhor distribui\u00e7\u00e3o das for\u00e7as que passam pela articula\u00e7\u00e3o e reequilibrar as for\u00e7as musculares, parando as referidas e mal\u00e9ficas transla\u00e7\u00f5es laterais e as suas consequ\u00eancias. Se o animal ainda tem algum desenvolvimento pela frente (por exemplo se tiver 5 meses de idade) o resto do crescimento do acet\u00e1bulo ser\u00e1 melhor orientado porque o \u201cmolde\u201d (cabe\u00e7a femoral) voltou ao centro do acet\u00e1bulo. Os resultados com esta t\u00e9cnica t\u00eam sido consistentes na melhoria do desempenho da articula\u00e7\u00e3o com displasia apesar de que n\u00e3o \u00e9 muitas vezes poss\u00edvel parar a progress\u00e3o da doen\u00e7a articular degenerativa (artrose). Nem todos os animais s\u00e3o candidatos a esta cirurgia. A avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-cir\u00fargica ir\u00e1 determinar se o acet\u00e1bulo ter\u00e1 as caracter\u00edsticas necess\u00e1rias para que a sua rota\u00e7\u00e3o melhore a conten\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a femoral. Ap\u00f3s a cirurgia \u00e9 muito importante respeitar um per\u00edodo de 6-8 semanas de repouso do animal, com total proibi\u00e7\u00e3o de saltos e corrida. O stress excessivo sobre os materiais de fixa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 afectar em muito o resultado da cirurgia.<\/p>\r\n<p>\u00a0<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><span class=\"text-headers-3\" style=\"color: #1e73be;\"><strong>PLASTIA DO BORDO ACETABULAR DORSAL<img class=\"aligncenter wp-image-29055 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/artigo_trat_darthroplasty.gif\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"438\" \/><\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: left;\">Nesta t\u00e9cnica \u00e9 colocado um enxerto \u00f3sseo sobre a c\u00e1psula articular e criadas condi\u00e7\u00f5es para que este enxerto se estabele\u00e7a e cres\u00e7a como uma extens\u00e3o do acet\u00e1bulo original. Assim aumentamos a superf\u00edcie sobre a qual podem ser colocadas as for\u00e7as do apoio, visto que a c\u00e1psula articular por debaixo do enxerto \u00f3sseo se vai transformar em fibrocartilagem que \u00e9 a melhor aproxima\u00e7\u00e3o que o organismo consegue produzir \u00e1 cartilagem hialina. Consoante a fase e a gravidade da doen\u00e7a este enxerto pode inclusive \u201cenviar\u201d a cabe\u00e7a femoral de volta para o centro do acet\u00e1bulo e, se o animal ainda tem algum desenvolvimento pela frente o resto do crescimento do acet\u00e1bulo ser\u00e1 melhor orientado.\u00a0Em medicina humana, a t\u00e9cnica an\u00e1loga (\u201cSlotted Acetabular Augmentation\u201d) tem um importante historial de aplica\u00e7\u00e3o. Em medicina veterin\u00e1ria esta t\u00e9cnica tem um historial mais curto que a osteotomia p\u00e9lvica tripla, logo, existem menos estudos dispon\u00edveis cujos resultados nos indiquem os seus limites de aplica\u00e7\u00e3o. A nossa experi\u00eancia com esta t\u00e9cnica, na altura em que contamos mais de 4 centenas de ancas operadas, tem deixado a equipa de veterin\u00e1rios, o dono e o seu animal bastante satisfeitos com os resultados. Os resultados t\u00eam sido consistentes na melhoria do desempenho da articula\u00e7\u00e3o com displasia apesar de que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel parar completamente \u00a0a progress\u00e3o da doen\u00e7a articular degenerativa (artrose), principalmente se j\u00e1 estiver instalada e avan\u00e7ada. S\u00f3 altera\u00e7\u00f5es muito graves da articula\u00e7\u00e3o excluir\u00e3o os animais desta solu\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, em contraste com os mais apertados par\u00e2metros de selec\u00e7\u00e3o para a solu\u00e7\u00e3o que \u00e9 a osteotomia p\u00e9lvica tripla.\u00a0Ap\u00f3s a cirurgia \u00e9 muito importante respeitar um per\u00edodo de 6-8 semanas de repouso do animal, com total proibi\u00e7\u00e3o de saltos e corrida. O stress excessivo colocado sobre o enxerto poderia dar ao aumento acetabular uma configura\u00e7\u00e3o menos boa.<\/p>\r\n<p><strong style=\"color: #1e73be;\">Sinfiodese P\u00fabica Juvenil<br \/><\/strong>Esta t\u00e9cnica surgiu da seguinte constata\u00e7\u00e3o: - se pararmos o crescimento da p\u00e9lvis na placa de crescimento da s\u00ednfise p\u00fabica causamos uma rota\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do acet\u00e1bulo (semelhante \u00e1 osteotomia p\u00e9lvica tripla) que aumenta a conten\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a femural. A t\u00e9cnica cir\u00fargica consiste em fazer a cauteriza\u00e7\u00e3o da placa de crescimento ao n\u00edvel da s\u00ednfise p\u00fabica. O seu historial de aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda curto. Os resultados reportados at\u00e9 hoje s\u00e3o encorajadores. A t\u00e9cnica \u00e9 ineficaz a partir dos 5 meses de idade, o que obriga a uma detec\u00e7\u00e3o precoce da doen\u00e7a.<\/p>\r\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong><span class=\"text-headers-3\">Pr\u00f3tese total da anca<\/span><br \/><\/strong><\/span> \u00c9 uma t\u00e9cnica cuja percentagem de bons resultados nos estudos efectuados pode atingir os 90% no seio de uma equipa com experi\u00eancia na sua aplica\u00e7\u00e3o.A pr\u00f3tese com maior historial de aplica\u00e7\u00e3o na esp\u00e9cie canina \u00e9 a pr\u00f3tese cimentada, na qual existe um cimento entre os implantes e o osso. Tipicamente estas pr\u00f3teses t\u00eam o seu ideal de aplicabilidade a partir dos 4-5 anos do c\u00e3o. Antes destas idades h\u00e1 quest\u00f5es importantes como a menor consist\u00eancia do osso jovem e com o per\u00edodo de vida \u00fatil da pr\u00f3tese.\u00a0T\u00eam-se procurado desenvolver pr\u00f3teses que permitam uma melhor ancoragem no osso, com maior durabilidade e que se apliquem em pacientes cada vez mais jovens. Neste sentido surgiram nos \u00faltimos anos as pr\u00f3teses n\u00e3o cimentadas \u00e0 semelhan\u00e7a da medicina humana. Os estudos s\u00e3o no entanto ainda insuficientes para sabermos qual o progn\u00f3stico a m\u00e9dio e longo prazo com estas solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\r\n<p>\u00a0<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><span class=\"text-headers-3\" style=\"color: #1e73be;\"><strong>RESSE\u00c7\u00c3O DE CABE\u00c7A E COLO FEMURAL<img class=\"aligncenter wp-image-29057 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/artigo_trat_ressecao_cabeca_colo_femur.gif\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"437\" \/><\/strong><\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: left;\">Esta t\u00e9cnica consiste em remover a cabe\u00e7a e o colo femorais. A resposta do organismo \u00e9 a densifica\u00e7\u00e3o das estruturas remanescentes, nomeadamente da c\u00e1psula articular, ocorrendo a forma\u00e7\u00e3o do que tem sido apelidado de \u201cfalsa articula\u00e7\u00e3o\u201d. As raz\u00f5es pelas quais esta cirurgia \u00e9 considerada um \u00faltimo recurso s\u00e3o a imprevisibilidade da recupera\u00e7\u00e3o funcional e do tempo de recupera\u00e7\u00e3o. Isto n\u00e3o significa que n\u00e3o se obtenham frequentemente resultados satisfat\u00f3rios. Apesar de que a maioria dos animais tolera bem esta t\u00e9cnica e v\u00ea os seus sintomas diminu\u00eddos, uma propor\u00e7\u00e3o significativa manter\u00e1 algum tipo de limita\u00e7\u00e3o no uso do membro operado. Quanto mais pesado o animal, maior o risco de sequelas limitativas. O tempo que decorre desde a cirurgia at\u00e9 que o animal comece a usar o membro operado com maior confian\u00e7a \u00e9 vari\u00e1vel e pode ir at\u00e9 per\u00edodos t\u00e3o longos como 7-12 meses em alguns estudos, embora isto n\u00e3o ocorra com muita frequ\u00eancia.Apesar de tudo permanece como uma solu\u00e7\u00e3o de al\u00edvio da dor em situa\u00e7\u00f5es mais graves e em que n\u00e3o se vislumbra outro tratamento.\u00a0No nosso centro, e visto que a literatura especializada refere que uma das principais causas de insucesso da t\u00e9cnica seria o contacto osso com osso ap\u00f3s a cirurgia, frequentemente efectuamos ressec\u00e7\u00e3o parcial acetabular para minimizar os riscos dessa poss\u00edvel fonte de desconforto.<\/p>","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[12],"tags":[106,29,38,27,28,32,51,30,39,33,35,102,37,103,34,105,31,104,101,99,100,36],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/501"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=501"}],"version-history":[{"count":33,"href":"https:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/501\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29694,"href":"https:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/501\/revisions\/29694"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29113"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}