{"id":504,"date":"2012-04-08T14:27:08","date_gmt":"2012-04-08T13:27:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/?p=504"},"modified":"2019-01-15T13:49:52","modified_gmt":"2019-01-15T13:49:52","slug":"anestesia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/anestesia\/","title":{"rendered":"Anestesia"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; next_background_color=&#8221;#000000&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text]<\/p>\n<div id=\"box\">\n<div class=\"text-footer-id\">\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong><span class=\"text-artigo-sub-headers\">Dormir em seguran\u00e7a. Uma das maiores fa\u00e7anhas da Ci\u00eancia!<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"text-normal\"><span class=\"text-normal\">Uma boa parte de n\u00f3s associa anestesia a risco e\/ou possibilidade de fatalidade.\u00a0 O nome que damos em medicina \u00e9 risco anest\u00e9sico. Alguns estudos em Medicina Veterin\u00e1ria apontam para perto de 0,1% de fatalidades\u00a0 e 2% de algum tipo de complica\u00e7\u00f5es. Quando consideramos o qu\u00e3o pouco serve de consolo este tipo de estat\u00edstica a quem sofre na pele a fatalidade de um animal de estima\u00e7\u00e3o, n\u00e3o nos devemos esquecer que a esmagadora maioria destes casos s\u00e3o de animais submetidos a procedimentos urgentes por terem doen\u00e7as potencialmente fatais. O que equivale a dizer que nestes casos o risco anest\u00e9sico era \u00e0 partida elevado. Perante estes factos e pensando tamb\u00e9m na nossa experi\u00eancia pessoal, podemos afirmar que com os f\u00e1rmacos e tecnologia actuais as anestesias em Medicina Veterin\u00e1ria s\u00e3o muit\u00edssimo seguras.<\/span><\/p>\n<p class=\"text-normal\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29105 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/art_anestesia.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/art_anestesia.jpg 800w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/art_anestesia-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/art_anestesia-768x576.jpg 768w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/art_anestesia-510x382.jpg 510w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>O risco depende de v\u00e1rios factores como o tipo e tempo de cirurgia, as doen\u00e7as existentes e\u00a0 caracter\u00edsticas do paciente como a idade e o peso, entre outras. Os principais objectivos da avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-anest\u00e9sica s\u00e3o a detec\u00e7\u00e3o antecipada de factores que envolvam riscos anest\u00e9sicos. \u00c9 crucial o conhecimento da hist\u00f3ria cl\u00ednica mais antiga e mais recente para evitar por exemplo alergias a medicamentos, interac\u00e7\u00f5es indesej\u00e1veis entre medicamentos e identificar factores que exijam estabiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e0 anestesia. Se por exemplo formos anestesiar um paciente diab\u00e9tico tomamos medidas espec\u00edficas antes, durante e depois da anestesia de forma a garantir que o factor glicemia se mantenha controlado.<\/p>\n<p>Algumas caracter\u00edsticas do paciente podem afectar directamente o risco anest\u00e9sico. Animais de focinho achatado (braquic\u00e9falos) como o bulldog, pequinois, pug e gatos persas podem ter\u00a0 maiores dificuldades respirat\u00f3rias sob anestesia assim como os animais obesos. Animais jovens at\u00e9 aos 3 meses apresentam imaturidade do sistema de \u201ccontrolo interno\u201d (homeostasia) tendo maior sensibilidade por exemplo \u00e0\u00a0 hipotermia e tamb\u00e9m em lidar com os efeitos e elimina\u00e7\u00e3o das drogas anest\u00e9sicas. Os animais idosos exigem igualmente maiores precau\u00e7\u00f5es anest\u00e9sicas j\u00e1 que a reserva card\u00edaca (capacidade do cora\u00e7\u00e3o compensar o \u201cstress\u201d no organismo) est\u00e1 muitas vezes diminu\u00edda al\u00e9m de poderem ter menor capacidade de metaboliza\u00e7\u00e3o dos f\u00e1rmacos.<\/p>\n<p>Para se fazer um bom controlo de risco fazem-se por rotina avalia\u00e7\u00f5es complementares ao paciente que, em geral, podem incluir algumas an\u00e1lises sangu\u00edneas (sendo as mais frequentes : hemograma, avalia\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o do f\u00edgado e rim, prote\u00ednas sangu\u00edneas, glicemia e provas de coagula\u00e7\u00e3o) e\u00a0 avalia\u00e7\u00e3o card\u00edaca (frequentemente electrocardiograma, pelo menos a partir de certa idade e sempre que\u00a0 exista ou haja suspeitas de doen\u00e7a card\u00edaca).<\/p>\n<p>O papel do anestesista consiste assim na avalia\u00e7\u00e3o criteriosa de todas essas informa\u00e7\u00f5es relativas ao paciente e na selec\u00e7\u00e3o dos meios e protocolos anest\u00e9sicos mais seguros e adequados para cada situa\u00e7\u00e3o por forma a minimizar os riscos. Os riscos ser\u00e3o sempre comunicados aos propriet\u00e1rios dos animais, assim como as estrat\u00e9gias para os diminuir.<\/p>\n<p>Durante a cirurgia e no p\u00f3s-operat\u00f3rio imediato o m\u00e9dico anestesista executa a administra\u00e7\u00e3o dos f\u00e1rmacos e a monitoriza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos sinais vitais do paciente. Algumas das suas preocupa\u00e7\u00f5es mais constantes s\u00e3o o controlo da dor, a manuten\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial (evitando e minimizando as hipotens\u00f5es) e\u00a0 a manuten\u00e7\u00e3o de uma ventila\u00e7\u00e3o adequada (respira\u00e7\u00e3o) para o organismo receber o oxig\u00e9nio que precisa e eliminar o di\u00f3xido de carbono em excesso, recorrendo se necess\u00e1rio \u00e1 ventila\u00e7\u00e3o artificial (ventiladores).<\/p>\n<p>Para ajudar o anestesista a acompanhar a reac\u00e7\u00e3o do organismo \u00e1 anestesia ele pode dispor de v\u00e1rios aparelhos que d\u00e3o informa\u00e7\u00f5es como: oxigena\u00e7\u00e3o do sangue, press\u00e3o arterial, di\u00f3xido de carbono no ar expirado, volume de ar que entra e sai dos pulm\u00f5es, actividade el\u00e9ctrica do cora\u00e7\u00e3o, pulso e temperatura do paciente entre outros par\u00e2metros poss\u00edveis de obter.<\/p>\n<p>Algumas t\u00e9cnicas em anestesia est\u00e3o associadas a margens de seguran\u00e7a maiores porque n\u00e3o exigem tanto \u201cesfor\u00e7o\u201d por parte de \u00f3rg\u00e3o vitais como o cora\u00e7\u00e3o e porque ao controlar a dor de forma muito eficaz permitem baixar as doses de drogas depressoras do sistema nervoso central. Um exemplo bem conhecido \u00e9 a anestesia epidural, t\u00e9cnica que usamos praticamente em todas as cirurgias \u201cda cintura para baixo\u201d.<\/p>\n<p>Na grande maioria das interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas \u00e9 indispens\u00e1vel que o est\u00f4mago do paciente esteja vazio para que n\u00e3o ocorra regurgita\u00e7\u00e3o de comida ou l\u00edquidos durante a anestesia. Para tal o animal n\u00e3o deve comer nas 12 horas que antecedem a cirurgia. \u00c9 de notar que pacientes pedi\u00e1tricos possuem reservas reduzidas de glicog\u00e9nio (percursor da glicose) no m\u00fasculo e f\u00edgado e por isso aconselha-se jejum apenas de 3-4 horas a estes pacientes, salvo alguma excep\u00e7\u00e3o. Algumas medica\u00e7\u00f5es devem ser continuadas e outras n\u00e3o.<\/p>\n<p>Como pontos a reter ficam o facto de que as anestesias em Medicina Veterin\u00e1ria s\u00e3o hoje em dia muito seguras e que \u00e9 importante esclarecer o m\u00e1ximo de factores poss\u00edveis antes destes procedimentos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.0.47&#8243; prev_background_color=&#8221;#000000&#8243;][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.0.48&#8243; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_button admin_label=&#8221;BOT\u00c3O VOLTAR ARTIGOS (n\u00e3o editar)&#8221; button_url=&#8221;http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/artigos\/&#8221; button_text=&#8221;MAIS ARTIGOS &#8221; button_alignment=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;3.19.4&#8243; custom_button=&#8221;on&#8221; button_text_size=&#8221;14px&#8221; button_bg_color=&#8221;#629fca&#8221; button_border_width=&#8221;0px&#8221; button_icon=&#8221;%%197%%&#8221; button_icon_placement=&#8221;left&#8221; button_on_hover=&#8221;off&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; button_letter_spacing_hover=&#8221;0&#8243; button_bg_color_hover=&#8221;#14647c&#8221; button_text_size__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_one_text_size__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_text_size__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_text_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_one_text_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_text_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_border_width__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_one_border_width__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_border_width__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_border_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_one_border_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_border_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_border_radius__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_one_border_radius__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_border_radius__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_letter_spacing__hover_enabled=&#8221;on&#8221; button_letter_spacing__hover=&#8221;0&#8243; button_one_letter_spacing__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_letter_spacing__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_bg_color__hover_enabled=&#8221;on&#8221; button_bg_color__hover=&#8221;#14647c&#8221; button_one_bg_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_two_bg_color__hover_enabled=&#8221;off&#8221; \/][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"text-normal\">Uma boa parte de n\u00f3s associa anestesia a risco e\/ou possibilidade de fatalidade. O nome que damos em medicina \u00e9 risco anest\u00e9sico.<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":29105,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"<div id=\"box\">\r\n<div class=\"text-footer-id\">\r\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong><span class=\"text-artigo-sub-headers\">Dormir em seguran\u00e7a. Uma das maiores fa\u00e7anhas da Ci\u00eancia!<\/span><\/strong><\/span><\/p>\r\n<p class=\"text-normal\"><span class=\"text-normal\">Uma boa parte de n\u00f3s associa anestesia a risco e\/ou possibilidade de fatalidade.\u00a0 O nome que damos em medicina \u00e9 risco anest\u00e9sico. Alguns estudos em Medicina Veterin\u00e1ria apontam para perto de 0,1% de fatalidades\u00a0 e 2% de algum tipo de complica\u00e7\u00f5es. Quando consideramos o qu\u00e3o pouco serve de consolo este tipo de estat\u00edstica a quem sofre na pele a fatalidade de um animal de estima\u00e7\u00e3o, n\u00e3o nos devemos esquecer que a esmagadora maioria destes casos s\u00e3o de animais submetidos a procedimentos urgentes por terem doen\u00e7as potencialmente fatais. O que equivale a dizer que nestes casos o risco anest\u00e9sico era \u00e0 partida elevado. Perante estes factos e pensando tamb\u00e9m na nossa experi\u00eancia pessoal, podemos afirmar que com os f\u00e1rmacos e tecnologia actuais as anestesias em Medicina Veterin\u00e1ria s\u00e3o muit\u00edssimo seguras.<\/span><\/p>\r\n<p class=\"text-normal\"><img class=\"aligncenter wp-image-29105 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/art_anestesia.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" \/><\/p>\r\n<p>O risco depende de v\u00e1rios factores como o tipo e tempo de cirurgia, as doen\u00e7as existentes e\u00a0 caracter\u00edsticas do paciente como a idade e o peso, entre outras. Os principais objectivos da avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-anest\u00e9sica s\u00e3o a detec\u00e7\u00e3o antecipada de factores que envolvam riscos anest\u00e9sicos. \u00c9 crucial o conhecimento da hist\u00f3ria cl\u00ednica mais antiga e mais recente para evitar por exemplo alergias a medicamentos, interac\u00e7\u00f5es indesej\u00e1veis entre medicamentos e identificar factores que exijam estabiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e0 anestesia. Se por exemplo formos anestesiar um paciente diab\u00e9tico tomamos medidas espec\u00edficas antes, durante e depois da anestesia de forma a garantir que o factor glicemia se mantenha controlado.<\/p>\r\n<p>Algumas caracter\u00edsticas do paciente podem afectar directamente o risco anest\u00e9sico. Animais de focinho achatado (braquic\u00e9falos) como o bulldog, pequinois, pug e gatos persas podem ter\u00a0 maiores dificuldades respirat\u00f3rias sob anestesia assim como os animais obesos. Animais jovens at\u00e9 aos 3 meses apresentam imaturidade do sistema de \u201ccontrolo interno\u201d (homeostasia) tendo maior sensibilidade por exemplo \u00e0\u00a0 hipotermia e tamb\u00e9m em lidar com os efeitos e elimina\u00e7\u00e3o das drogas anest\u00e9sicas. Os animais idosos exigem igualmente maiores precau\u00e7\u00f5es anest\u00e9sicas j\u00e1 que a reserva card\u00edaca (capacidade do cora\u00e7\u00e3o compensar o \u201cstress\u201d no organismo) est\u00e1 muitas vezes diminu\u00edda al\u00e9m de poderem ter menor capacidade de metaboliza\u00e7\u00e3o dos f\u00e1rmacos.<\/p>\r\n<p>Para se fazer um bom controlo de risco fazem-se por rotina avalia\u00e7\u00f5es complementares ao paciente que, em geral, podem incluir algumas an\u00e1lises sangu\u00edneas (sendo as mais frequentes : hemograma, avalia\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o do f\u00edgado e rim, prote\u00ednas sangu\u00edneas, glicemia e provas de coagula\u00e7\u00e3o) e\u00a0 avalia\u00e7\u00e3o card\u00edaca (frequentemente electrocardiograma, pelo menos a partir de certa idade e sempre que\u00a0 exista ou haja suspeitas de doen\u00e7a card\u00edaca).<\/p>\r\n<p>O papel do anestesista consiste assim na avalia\u00e7\u00e3o criteriosa de todas essas informa\u00e7\u00f5es relativas ao paciente e na selec\u00e7\u00e3o dos meios e protocolos anest\u00e9sicos mais seguros e adequados para cada situa\u00e7\u00e3o por forma a minimizar os riscos. Os riscos ser\u00e3o sempre comunicados aos propriet\u00e1rios dos animais, assim como as estrat\u00e9gias para os diminuir.<\/p>\r\n<p>Durante a cirurgia e no p\u00f3s-operat\u00f3rio imediato o m\u00e9dico anestesista executa a administra\u00e7\u00e3o dos f\u00e1rmacos e a monitoriza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos sinais vitais do paciente. Algumas das suas preocupa\u00e7\u00f5es mais constantes s\u00e3o o controlo da dor, a manuten\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial (evitando e minimizando as hipotens\u00f5es) e\u00a0 a manuten\u00e7\u00e3o de uma ventila\u00e7\u00e3o adequada (respira\u00e7\u00e3o) para o organismo receber o oxig\u00e9nio que precisa e eliminar o di\u00f3xido de carbono em excesso, recorrendo se necess\u00e1rio \u00e1 ventila\u00e7\u00e3o artificial (ventiladores).<\/p>\r\n<p>Para ajudar o anestesista a acompanhar a reac\u00e7\u00e3o do organismo \u00e1 anestesia ele pode dispor de v\u00e1rios aparelhos que d\u00e3o informa\u00e7\u00f5es como: oxigena\u00e7\u00e3o do sangue, press\u00e3o arterial, di\u00f3xido de carbono no ar expirado, volume de ar que entra e sai dos pulm\u00f5es, actividade el\u00e9ctrica do cora\u00e7\u00e3o, pulso e temperatura do paciente entre outros par\u00e2metros poss\u00edveis de obter.<\/p>\r\n<p>Algumas t\u00e9cnicas em anestesia est\u00e3o associadas a margens de seguran\u00e7a maiores porque n\u00e3o exigem tanto \u201cesfor\u00e7o\u201d por parte de \u00f3rg\u00e3o vitais como o cora\u00e7\u00e3o e porque ao controlar a dor de forma muito eficaz permitem baixar as doses de drogas depressoras do sistema nervoso central. Um exemplo bem conhecido \u00e9 a anestesia epidural, t\u00e9cnica que usamos praticamente em todas as cirurgias \u201cda cintura para baixo\u201d.<\/p>\r\n<p>Na grande maioria das interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas \u00e9 indispens\u00e1vel que o est\u00f4mago do paciente esteja vazio para que n\u00e3o ocorra regurgita\u00e7\u00e3o de comida ou l\u00edquidos durante a anestesia. Para tal o animal n\u00e3o deve comer nas 12 horas que antecedem a cirurgia. \u00c9 de notar que pacientes pedi\u00e1tricos possuem reservas reduzidas de glicog\u00e9nio (percursor da glicose) no m\u00fasculo e f\u00edgado e por isso aconselha-se jejum apenas de 3-4 horas a estes pacientes, salvo alguma excep\u00e7\u00e3o. Algumas medica\u00e7\u00f5es devem ser continuadas e outras n\u00e3o.<\/p>\r\n<p>Como pontos a reter ficam o facto de que as anestesias em Medicina Veterin\u00e1ria s\u00e3o hoje em dia muito seguras e que \u00e9 importante esclarecer o m\u00e1ximo de factores poss\u00edveis antes destes procedimentos.<\/p>\r\n<\/div>\r\n<\/div>","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[12],"tags":[109,112,29,111,38,27,28,32,30,39,33,35,37,34,31,110,36],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/504"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=504"}],"version-history":[{"count":12,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/504\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29496,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/504\/revisions\/29496"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29105"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}