{"id":359,"date":"2015-11-13T13:01:55","date_gmt":"2015-11-13T13:01:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/?p=359"},"modified":"2019-01-23T19:29:42","modified_gmt":"2019-01-23T19:29:42","slug":"tecnica-modificada-da-plastia-do-bordo-acetabular-dorsal-de-slocum","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/tecnica-modificada-da-plastia-do-bordo-acetabular-dorsal-de-slocum\/","title":{"rendered":"T\u00e9cnica modificada da Plastia do Bordo Acetabular Dorsal de Slocum"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; next_background_color=&#8221;#000000&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.19.4&#8243;]<\/p>\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong><span class=\"text-artigo-sub-headers\">Descri\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica cir\u00fargica de aumento acetabular por interm\u00e9dio de enxerto \u00f3sseo apoiada por figuras, imagens e v\u00eddeo<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>A t\u00e9cnica que passamos a descrever foi desenvolvida ao longo de v\u00e1rios anos a partir da t\u00e9cnica \u201cshelf\u201d extra-capsular descrita por Slocum. A nosso ver esta t\u00e9cnica \u00e9 especialmente valiosa nos casos de c\u00e3es juvenis com sub-luxa\u00e7\u00f5es coxo-femorais severas e\/ou sub-desenvolvimento grave do acet\u00e1bulo. O aumento acetabular \u00e9 adaptado a cada caso consoante as suas caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas e din\u00e2micas. A preocupa\u00e7\u00e3o deve ser principalmente com a obten\u00e7\u00e3o de uma cobertura suficiente e robusta da cabe\u00e7a femoral, mais do que com a excessiva cobertura, cujas consequ\u00eancias n\u00e3o ser\u00e3o importantes com esta t\u00e9cnica. N\u00e3o obstante, devemos procurar n\u00e3o criar cobertura excessiva.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s indica\u00e7\u00f5es, o aumento acetabular n\u00e3o tem um limite et\u00e1rio bem definido. Podemos dizer que o paciente ideal tem entre 4 e 6 meses de idade, devido \u00e0 plasticidade biol\u00f3gica inerente. O grupo et\u00e1rio dos 7-9 meses ter\u00e1 um progn\u00f3stico favor\u00e1vel dependendo da fase da doen\u00e7a. Obtivemos bons resultados em m\u00faltiplos casos cl\u00ednicos ap\u00f3s os 9 meses de idade. Mas a menor plasticidade biol\u00f3gica e o frequente estado avan\u00e7ado da doen\u00e7a neste grupo et\u00e1rio requer uma selec\u00e7\u00e3o mais rigorosa dos candidatos. Enfatizamos que os pacientes aos quais nos referimos s\u00e3o os afectados pelas formas mais severas de displasia. N\u00e3o nos preocupam os quadros compensados e assintom\u00e1ticos da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica n\u00e3o est\u00e1 indicada nos casos em que a cabe\u00e7a femoral cavalgou o bordo dorsal do acet\u00e1bulo, a\u00ed formando um falso acet\u00e1bulo. Em geral, articula\u00e7\u00f5es com doen\u00e7a articular degenerativa avan\u00e7ada ter\u00e3o um progn\u00f3stico reservado, nomeadamente a perda severa de cartilagem articular (expondo o osso subcondral) e a deforma\u00e7\u00e3o severa da cabe\u00e7a femoral com osteofitose exuberante. Devemos ponderar cautelosamente a utiliza\u00e7\u00e3o desta t\u00e9cnica nestes casos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong>1. Acesso \u00e0 c\u00e1psula articular e dissec\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Executamos um acesso caudal \u00e1 articula\u00e7\u00e3o coxo-femoral. A incis\u00e3o cut\u00e2nea \u00e9 paralela ao bordo craneal do B\u00edceps, desde o ligamento sacro-tuberal at\u00e9 \u00e0 regi\u00e3o do 3\u00ba troc\u00e2nter femoral. Afastamos o b\u00edceps caudalmente e os m\u00fasculos gl\u00fateo superficial e m\u00e9dio cranealmente.<\/p>\n<p>O ligamento sacro-tuberal \u00e9 identificado e cortado (para evitar a poss\u00edvel compress\u00e3o do nervo ci\u00e1tico entre o enxerto em expans\u00e3o e este ligamento).<\/p>\n<p>A linha sobre os m\u00fasculos g\u00e9meos onde corre o ramo da art\u00e9ria gl\u00fatea caudal \u00e9 o local onde aprofundamos a dissec\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 c\u00e1psula (Slocum). A art\u00e9ria \u00e9 cauterizada com caut\u00e9rio bipolar ou ligada com fio de sutura. Libertamos da c\u00e1psula toda a musculatura que a cobre na zona dorsal. Seguidamente desperiostizamos a musculatura do acet\u00e1bulo dorsal na extens\u00e3o necess\u00e1ria para aceitar o sulco que iremos criar no osso (\u201cd\u201d da figura 1). Devemos ter cuidado para n\u00e3o danificar fibras de inser\u00e7\u00e3o capsular no acet\u00e1bulo dorsal. Frequentemente \u00e9 poss\u00edvel criar uma pequena \u201cbolsa\u201d, por interm\u00e9dio de dissec\u00e7\u00e3o romba com instrumento curvo de ponta fina, entre o m\u00fasculo articular da coxa e a c\u00e1psula para nela introduzirmos a extremidade craneal da primeira tira de enxerto \u00f3sseo, o que assegura um bom n\u00edvel ventro-dorsal de coloca\u00e7\u00e3o do enxerto craneal ( figura 2). Caudalmente os m\u00fasculos g\u00e9meos e o tend\u00e3o do obturador interno s\u00e3o libertados da c\u00e1psula por dissec\u00e7\u00e3o, criando uma \u201cbolsa\u201d caudal para inser\u00e7\u00e3o das extremidades caudais de v\u00e1rias tiras do enxerto.<\/p>\n<p>Em algumas fases do acesso pode ser \u00fatil colocar a anca em abdu\u00e7\u00e3o e ganhar algum espa\u00e7o adicional para a t\u00e9cnica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span class=\"text-artigo-sub-headers\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29198 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_01.jpg\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"500\" srcset=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_01.jpg 667w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_01-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_01-510x382.jpg 510w\" sizes=\"(max-width: 667px) 100vw, 667px\" \/><\/span><\/strong>Legenda: <strong>a<\/strong>&#8211; obturador interno ; <strong>b<\/strong>&#8211; gl\u00fateo profundo; <strong>c<\/strong>&#8211; c\u00e1psula articular; <strong>d<\/strong>&#8211; sulco<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29197 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02.jpg\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"500\" srcset=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02.jpg 667w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02-510x382.jpg 510w\" sizes=\"(max-width: 667px) 100vw, 667px\" \/>Legenda: <strong>e<\/strong>&#8211; articular da coxa; <strong>f<\/strong>&#8211; 1\u00aa tira da 1\u00aa camada<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong>2. Criar um espa\u00e7o est\u00e1vel e confort\u00e1vel para a cirurgia e execu\u00e7\u00e3o do sulco \u00f3sseo<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Uma das formas para criar um espa\u00e7o mais confort\u00e1vel de trabalho \u00e9 a inser\u00e7\u00e3o de uma cavilha de Steinmann de 2 a 2,5 mm no acet\u00e1bulo dorsal , no ponto mais craneal do sulco que iremos executar (letra \u201cd\u201d, figura 1). Se ap\u00f3s a sua inser\u00e7\u00e3o dobrarmos esta cavilha cranealmente, o arco criado servir\u00e1 de afastador muscular de ponto fixo (cavilha de retrac\u00e7\u00e3o). Alternativamente um assistente pode usar um afastador apropriado.<\/p>\n<p>Nas articula\u00e7\u00f5es com grande efus\u00e3o articular a remo\u00e7\u00e3o do excesso de fluido permite ganhar mais espa\u00e7o de trabalho, assim como a abdu\u00e7\u00e3o da anca que pode ser obtida por meios variados (por ex. posicionadores para exame radiol\u00f3gico).<\/p>\n<p>Criamos um sulco removendo uma banda de osso cortical do acet\u00e1bulo dorsal (do seu limite caudal ao craneal e at\u00e9 \u00e1 profundidade do osso esponjoso sangrante), com uma goiva de Lexer de 4 mm , ou outro meio apropriado, numa zona justamente dorsal \u00e0 inser\u00e7\u00e3o da c\u00e1psula articular (\u201cd\u201d, figura 1).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong>3. Colheita do enxerto \u00f3sseo<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O enxerto \u00f3sseo \u00e9 colhido da asa do \u00edleo ipsilateral. A incis\u00e3o inicia-se num ponto a meio caminho entre a tuberosidade sacral e a tuberosidade coxal e segue em direc\u00e7\u00e3o ao troc\u00e2nter maior. A extens\u00e3o da incis\u00e3o \u00e9 a suficiente para a remo\u00e7\u00e3o segura e eficaz das tiras \u00f3sseas. Um valor t\u00edpico \u00e9 o de 10 cent\u00edmetros num c\u00e3o de 35 Kg.<\/p>\n<p>Continua-se este acesso at\u00e9 \u00e0 f\u00e1scia profunda, a qual cortamos segundo a mesma orienta\u00e7\u00e3o da incis\u00e3o cut\u00e2nea e danificando o menos poss\u00edvel as fibras musculares (ver foto). Apoiamos um elevador de peri\u00f3steo na margem craneal da asa do \u00edleo e avan\u00e7amos caudalmente a ponta do elevador, sem perder contacto com o osso, executando movimentos de alavanca por forma a separar as fibras musculares e at\u00e9 chegarmos ao limite caudal da zona de colheita (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=M1cOj4OMsZM&amp;feature=youtu.be\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>VEJA O VIDEO<\/strong><\/a>). Seguidamente expomos toda a asa do \u00edleo. Para termos acesso \u00e0 zona mais ventral e dorsal da regi\u00e3o craneal da asa do \u00edleo executamos 2 incis\u00f5es, uma ventral e outra dorsal (partindo da incis\u00e3o inicial) nas inser\u00e7\u00f5es musculares na crista il\u00edaca e na medida do necess\u00e1rio, criando uma incis\u00e3o em \u201cT\u201d .<\/p>\n<p>A colheita da 1\u00aa tira \u00e9 efectuada seguindo o eixo central da asa e corpo do \u00edleo, com uma goiva de lexer curva de 10 mm. As duas seguintes ser\u00e3o paralelas \u00e1 1\u00aa, uma dorsal e outra ventral , e assim sucessivamente at\u00e9 termos removido todo o cortex lateral. Dependendo da espessura desta primeira camada de tiras, geralmente \u00e9 poss\u00edvel remover tiras de osso esponjoso depois desta 1\u00aa colheita. Nos c\u00e3es com mais de 7 meses poder\u00e1 ser necess\u00e1rio desgastar primeiro o cortex lateral do \u00edleo, para que a colheita seja f\u00e1cil e precisa. Uma cortical muito dura dificulta esta tarefa. Al\u00e9m de que as tiras perdem a maleabilidade desej\u00e1vel com o aumento da idade do paciente. Este desgaste pode ser feito com motor ortop\u00e9dico ou outro meio adequado, evitando atingir temperaturas elevadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29196 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02a.jpg\" alt=\"\" width=\"425\" height=\"331\" srcset=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02a.jpg 425w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02a-300x234.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/>Incis\u00e3o na f\u00e1scia gl\u00fatea.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29195 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02b.jpg\" alt=\"\" width=\"425\" height=\"649\" srcset=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02b.jpg 425w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02b-196x300.jpg 196w\" sizes=\"(max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/>Tiras cortico-esponjosas e tiras esponjosas retiradas da mesma asa do \u00edleo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #1e73be;\">4. Coloca\u00e7\u00e3o do enxerto \u00f3sseo<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A 1\u00aa tira a colocar \u00e9 a mais lateral sobre a cabe\u00e7a femoral. Escolhemos a tira com a melhor conforma\u00e7\u00e3o. Idealmente ela \u00e9 apenas de osso esponjoso. Em animais no grupo et\u00e1rio dos 4-6 meses isto n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, dada a porosidade e maleabilidade do osso cortical. Inserimos a extremidade craneal da tira de enxerto na \u201cbolsa\u201d criada por debaixo do m\u00fasculo articular coxal (Figura 2). Seguidamente manipulamos o tend\u00e3o do obturador interno por forma a facilitar a inser\u00e7\u00e3o da extremidade caudal da tira \u00f3ssea na \u201cbolsa\u201d caudal. Estas duas bolsas estabilizam o posicionamento e o n\u00edvel ventro-dorsal do enxerto, colocando-o na situa\u00e7\u00e3o em que receber\u00e1 carga do apoio, o que \u00e9 essencial para que se estabele\u00e7a como aumento acetabular. A 2\u00aa tira \u00e9 colocada medialmente e paralela \u00e1 1\u00aa, e as seguintes mediais a esta at\u00e9 cobrir o sulco que cri\u00e1mos (Figura 3). Privilegiamos a coloca\u00e7\u00e3o de osso esponjoso nesta 1\u00aa camada. Por cima desta 1\u00aa camada \u00e9 colocada uma 2\u00aa camada (Figuras 4). A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a de colocar uma grande quantidade de osso num espa\u00e7o apertado. Para facilitar a coloca\u00e7\u00e3o do enxerto na \u201cbolsa\u201d craneal executamos abdu\u00e7\u00e3o da anca. Para facilitar a coloca\u00e7\u00e3o na \u201cbolsa\u201d caudal fazemos abdu\u00e7\u00e3o e rota\u00e7\u00e3o externa da anca.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 expect\u00e1vel que se obtenham tiras muito homog\u00e9neas entre si. Usamos as v\u00e1rias tiras obtidas tendo com objectivo a constru\u00e7\u00e3o de um aumento o mais compactado poss\u00edvel (evitando espa\u00e7o morto) e com uma altura (dimens\u00e3o ventro-dorsal) que lhe d\u00ea robustez. Podemos preencher os espa\u00e7os mortos no interior do enxerto com osso esponjoso fragmentado, que \u00e9 poss\u00edvel obter da zona de colheita ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o das tiras \u00f3sseas (por ex., com uma colher de Volkmann). Para melhor coes\u00e3o do enxerto podemos comprimir (manualmente ou com instrumento) as tiras da 2\u00aa camada sobre as da 1\u00aa, moldando o enxerto.<\/p>\n<p>Nesta modifica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica original de Slocum n\u00e3o s\u00e3o utilizadas suturas para estabilizar o enxerto. Este \u00e9 estabilizado pelas duas \u201cbolsas\u201d descritas e pela restri\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o, desde que o espa\u00e7o criado debaixo da musculatura seja apenas o necess\u00e1rio para acomodar o enxerto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29194 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_03.jpg\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"500\" srcset=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_03.jpg 667w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_03-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_03-510x382.jpg 510w\" sizes=\"(max-width: 667px) 100vw, 667px\" \/>\u00a01\u00aa camada de tiras \u00f3sseas<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29193 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_04.jpg\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"500\" srcset=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_04.jpg 667w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_04-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_04-510x382.jpg 510w\" sizes=\"(max-width: 667px) 100vw, 667px\" \/>\u00a0Legenda: <strong>g<\/strong>&#8211; 2\u00aa camada de tiras \u00f3sseas<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29192 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_05.jpg\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"500\" srcset=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_05.jpg 667w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_05-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_05-510x382.jpg 510w\" sizes=\"(max-width: 667px) 100vw, 667px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #1e73be;\"><strong>5. Encerramento<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Nos 2 acessos a 1\u00aa camada a suturar \u00e9 a f\u00e1scia profunda. Prosseguimos o encerramento plano por plano da forma habitual.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong>6. P\u00f3s-cir\u00fargico<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Aconselhamos o propriet\u00e1rio a restringir totalmente as actividades de maior propuls\u00e3o, nomeadamente corrida (galope e trote r\u00e1pido) e saltos, at\u00e9 \u00e0 integra\u00e7\u00e3o e matura\u00e7\u00e3o completa do enxerto, o que demora entre 3 e 4 meses.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29188 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_06.jpg\" alt=\"\" width=\"454\" height=\"662\" srcset=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_06.jpg 454w, http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_06-206x300.jpg 206w\" sizes=\"(max-width: 454px) 100vw, 454px\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Agradecimentos:<br \/><em>Figuras de apoio ao texto concebidas por hardfolio (<a href=\"http:\/\/www.hardfolio.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.hardfolio.com<\/a>)<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Saiba mais sobre a T\u00e9cnica Modificada da Plastia do Bordo Acetabular Dorsal de Slocum (DARthroplasty), <br \/>em <a href=\"http:\/\/www.darthroplasty.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>www.darthroplasty.com<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.darthroplasty.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-29688 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/darthroplasty_logo_s.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"36\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.0.47&#8243; prev_background_color=&#8221;#000000&#8243;][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.0.48&#8243; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_button admin_label=&#8221;BOT\u00c3O VOLTAR ARTIGOS (n\u00e3o editar)&#8221; button_url=&#8221;http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/artigos\/&#8221; button_text=&#8221;MAIS ARTIGOS &#8221; button_alignment=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;3.19.4&#8243; custom_button=&#8221;on&#8221; button_text_size=&#8221;14px&#8221; button_bg_color=&#8221;#629fca&#8221; button_border_width=&#8221;0px&#8221; button_icon=&#8221;%%197%%&#8221; button_icon_placement=&#8221;left&#8221; button_on_hover=&#8221;off&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; button_letter_spacing_hover=&#8221;0&#8243; button_bg_color_hover=&#8221;#14647c&#8221; button_text_size__hover_enabled=&#8221;off&#8221; button_one_text_size__hover_enabled=&#8221;off&#8221; 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A nosso ver esta t\u00e9cnica \u00e9 especialmente valiosa nos casos de c\u00e3es juvenis com sub-luxa\u00e7\u00f5es coxo-femorais severas e\/ou sub-desenvolvimento grave do acet\u00e1bulo. O aumento acetabular \u00e9 adaptado a cada caso consoante as suas caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas e din\u00e2micas. A preocupa\u00e7\u00e3o deve ser principalmente com a obten\u00e7\u00e3o de uma cobertura suficiente e robusta da cabe\u00e7a femoral, mais do que com a excessiva cobertura, cujas consequ\u00eancias n\u00e3o ser\u00e3o importantes com esta t\u00e9cnica. N\u00e3o obstante, devemos procurar n\u00e3o criar cobertura excessiva.<\/p>\r\n<p>Quanto \u00e0s indica\u00e7\u00f5es, o aumento acetabular n\u00e3o tem um limite et\u00e1rio bem definido. Podemos dizer que o paciente ideal tem entre 4 e 6 meses de idade, devido \u00e0 plasticidade biol\u00f3gica inerente. O grupo et\u00e1rio dos 7-9 meses ter\u00e1 um progn\u00f3stico favor\u00e1vel dependendo da fase da doen\u00e7a. Obtivemos bons resultados em m\u00faltiplos casos cl\u00ednicos ap\u00f3s os 9 meses de idade. Mas a menor plasticidade biol\u00f3gica e o frequente estado avan\u00e7ado da doen\u00e7a neste grupo et\u00e1rio requer uma selec\u00e7\u00e3o mais rigorosa dos candidatos. Enfatizamos que os pacientes aos quais nos referimos s\u00e3o os afectados pelas formas mais severas de displasia. N\u00e3o nos preocupam os quadros compensados e assintom\u00e1ticos da doen\u00e7a.<\/p>\r\n<p>A t\u00e9cnica n\u00e3o est\u00e1 indicada nos casos em que a cabe\u00e7a femoral cavalgou o bordo dorsal do acet\u00e1bulo, a\u00ed formando um falso acet\u00e1bulo. Em geral, articula\u00e7\u00f5es com doen\u00e7a articular degenerativa avan\u00e7ada ter\u00e3o um progn\u00f3stico reservado, nomeadamente a perda severa de cartilagem articular (expondo o osso subcondral) e a deforma\u00e7\u00e3o severa da cabe\u00e7a femoral com osteofitose exuberante. Devemos ponderar cautelosamente a utiliza\u00e7\u00e3o desta t\u00e9cnica nestes casos.<\/p>\r\n<p>\u00a0<\/p>\r\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong>1. Acesso \u00e0 c\u00e1psula articular e dissec\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p>Executamos um acesso caudal \u00e1 articula\u00e7\u00e3o coxo-femoral. A incis\u00e3o cut\u00e2nea \u00e9 paralela ao bordo craneal do B\u00edceps, desde o ligamento sacro-tuberal at\u00e9 \u00e0 regi\u00e3o do 3\u00ba troc\u00e2nter femoral. Afastamos o b\u00edceps caudalmente e os m\u00fasculos gl\u00fateo superficial e m\u00e9dio cranealmente.<\/p>\r\n<p>O ligamento sacro-tuberal \u00e9 identificado e cortado (para evitar a poss\u00edvel compress\u00e3o do nervo ci\u00e1tico entre o enxerto em expans\u00e3o e este ligamento).<\/p>\r\n<p>A linha sobre os m\u00fasculos g\u00e9meos onde corre o ramo da art\u00e9ria gl\u00fatea caudal \u00e9 o local onde aprofundamos a dissec\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 c\u00e1psula (Slocum). A art\u00e9ria \u00e9 cauterizada com caut\u00e9rio bipolar ou ligada com fio de sutura. Libertamos da c\u00e1psula toda a musculatura que a cobre na zona dorsal. Seguidamente desperiostizamos a musculatura do acet\u00e1bulo dorsal na extens\u00e3o necess\u00e1ria para aceitar o sulco que iremos criar no osso (\u201cd\u201d da figura 1). Devemos ter cuidado para n\u00e3o danificar fibras de inser\u00e7\u00e3o capsular no acet\u00e1bulo dorsal. Frequentemente \u00e9 poss\u00edvel criar uma pequena \u201cbolsa\u201d, por interm\u00e9dio de dissec\u00e7\u00e3o romba com instrumento curvo de ponta fina, entre o m\u00fasculo articular da coxa e a c\u00e1psula para nela introduzirmos a extremidade craneal da primeira tira de enxerto \u00f3sseo, o que assegura um bom n\u00edvel ventro-dorsal de coloca\u00e7\u00e3o do enxerto craneal ( figura 2). Caudalmente os m\u00fasculos g\u00e9meos e o tend\u00e3o do obturador interno s\u00e3o libertados da c\u00e1psula por dissec\u00e7\u00e3o, criando uma \u201cbolsa\u201d caudal para inser\u00e7\u00e3o das extremidades caudais de v\u00e1rias tiras do enxerto.<\/p>\r\n<p>Em algumas fases do acesso pode ser \u00fatil colocar a anca em abdu\u00e7\u00e3o e ganhar algum espa\u00e7o adicional para a t\u00e9cnica.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span class=\"text-artigo-sub-headers\"><img class=\"aligncenter wp-image-29198 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_01.jpg\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"500\" \/><\/span><\/strong>Legenda: <strong>a<\/strong>- obturador interno ; <strong>b<\/strong>- gl\u00fateo profundo; <strong>c<\/strong>- c\u00e1psula articular; <strong>d<\/strong>- sulco<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><img class=\"aligncenter wp-image-29197 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02.jpg\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"500\" \/>Legenda: <strong>e<\/strong>- articular da coxa; <strong>f<\/strong>- 1\u00aa tira da 1\u00aa camada<\/p>\r\n<p>\u00a0<\/p>\r\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong>2. Criar um espa\u00e7o est\u00e1vel e confort\u00e1vel para a cirurgia e execu\u00e7\u00e3o do sulco \u00f3sseo<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p>Uma das formas para criar um espa\u00e7o mais confort\u00e1vel de trabalho \u00e9 a inser\u00e7\u00e3o de uma cavilha de Steinmann de 2 a 2,5 mm no acet\u00e1bulo dorsal , no ponto mais craneal do sulco que iremos executar (letra \u201cd\u201d, figura 1). Se ap\u00f3s a sua inser\u00e7\u00e3o dobrarmos esta cavilha cranealmente, o arco criado servir\u00e1 de afastador muscular de ponto fixo (cavilha de retrac\u00e7\u00e3o). Alternativamente um assistente pode usar um afastador apropriado.<\/p>\r\n<p>Nas articula\u00e7\u00f5es com grande efus\u00e3o articular a remo\u00e7\u00e3o do excesso de fluido permite ganhar mais espa\u00e7o de trabalho, assim como a abdu\u00e7\u00e3o da anca que pode ser obtida por meios variados (por ex. posicionadores para exame radiol\u00f3gico).<\/p>\r\n<p>Criamos um sulco removendo uma banda de osso cortical do acet\u00e1bulo dorsal (do seu limite caudal ao craneal e at\u00e9 \u00e1 profundidade do osso esponjoso sangrante), com uma goiva de Lexer de 4 mm , ou outro meio apropriado, numa zona justamente dorsal \u00e0 inser\u00e7\u00e3o da c\u00e1psula articular (\u201cd\u201d, figura 1).<\/p>\r\n<p>\u00a0<\/p>\r\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong>3. Colheita do enxerto \u00f3sseo<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p>O enxerto \u00f3sseo \u00e9 colhido da asa do \u00edleo ipsilateral. A incis\u00e3o inicia-se num ponto a meio caminho entre a tuberosidade sacral e a tuberosidade coxal e segue em direc\u00e7\u00e3o ao troc\u00e2nter maior. A extens\u00e3o da incis\u00e3o \u00e9 a suficiente para a remo\u00e7\u00e3o segura e eficaz das tiras \u00f3sseas. Um valor t\u00edpico \u00e9 o de 10 cent\u00edmetros num c\u00e3o de 35 Kg.<\/p>\r\n<p>Continua-se este acesso at\u00e9 \u00e0 f\u00e1scia profunda, a qual cortamos segundo a mesma orienta\u00e7\u00e3o da incis\u00e3o cut\u00e2nea e danificando o menos poss\u00edvel as fibras musculares (ver foto). Apoiamos um elevador de peri\u00f3steo na margem craneal da asa do \u00edleo e avan\u00e7amos caudalmente a ponta do elevador, sem perder contacto com o osso, executando movimentos de alavanca por forma a separar as fibras musculares e at\u00e9 chegarmos ao limite caudal da zona de colheita (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=M1cOj4OMsZM&feature=youtu.be\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>VEJA O VIDEO<\/strong><\/a>). Seguidamente expomos toda a asa do \u00edleo. Para termos acesso \u00e0 zona mais ventral e dorsal da regi\u00e3o craneal da asa do \u00edleo executamos 2 incis\u00f5es, uma ventral e outra dorsal (partindo da incis\u00e3o inicial) nas inser\u00e7\u00f5es musculares na crista il\u00edaca e na medida do necess\u00e1rio, criando uma incis\u00e3o em \u201cT\u201d .<\/p>\r\n<p>A colheita da 1\u00aa tira \u00e9 efectuada seguindo o eixo central da asa e corpo do \u00edleo, com uma goiva de lexer curva de 10 mm. As duas seguintes ser\u00e3o paralelas \u00e1 1\u00aa, uma dorsal e outra ventral , e assim sucessivamente at\u00e9 termos removido todo o cortex lateral. Dependendo da espessura desta primeira camada de tiras, geralmente \u00e9 poss\u00edvel remover tiras de osso esponjoso depois desta 1\u00aa colheita. Nos c\u00e3es com mais de 7 meses poder\u00e1 ser necess\u00e1rio desgastar primeiro o cortex lateral do \u00edleo, para que a colheita seja f\u00e1cil e precisa. Uma cortical muito dura dificulta esta tarefa. Al\u00e9m de que as tiras perdem a maleabilidade desej\u00e1vel com o aumento da idade do paciente. Este desgaste pode ser feito com motor ortop\u00e9dico ou outro meio adequado, evitando atingir temperaturas elevadas.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><img class=\"aligncenter wp-image-29196 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02a.jpg\" alt=\"\" width=\"425\" height=\"331\" \/>Incis\u00e3o na f\u00e1scia gl\u00fatea.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><img class=\"aligncenter wp-image-29195 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_02b.jpg\" alt=\"\" width=\"425\" height=\"649\" \/>Tiras cortico-esponjosas e tiras esponjosas retiradas da mesma asa do \u00edleo.<\/p>\r\n<p>\u00a0<\/p>\r\n<p><strong><span style=\"color: #1e73be;\">4. Coloca\u00e7\u00e3o do enxerto \u00f3sseo<\/span><\/strong><\/p>\r\n<p>A 1\u00aa tira a colocar \u00e9 a mais lateral sobre a cabe\u00e7a femoral. Escolhemos a tira com a melhor conforma\u00e7\u00e3o. Idealmente ela \u00e9 apenas de osso esponjoso. Em animais no grupo et\u00e1rio dos 4-6 meses isto n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, dada a porosidade e maleabilidade do osso cortical. Inserimos a extremidade craneal da tira de enxerto na \u201cbolsa\u201d criada por debaixo do m\u00fasculo articular coxal (Figura 2). Seguidamente manipulamos o tend\u00e3o do obturador interno por forma a facilitar a inser\u00e7\u00e3o da extremidade caudal da tira \u00f3ssea na \u201cbolsa\u201d caudal. Estas duas bolsas estabilizam o posicionamento e o n\u00edvel ventro-dorsal do enxerto, colocando-o na situa\u00e7\u00e3o em que receber\u00e1 carga do apoio, o que \u00e9 essencial para que se estabele\u00e7a como aumento acetabular. A 2\u00aa tira \u00e9 colocada medialmente e paralela \u00e1 1\u00aa, e as seguintes mediais a esta at\u00e9 cobrir o sulco que cri\u00e1mos (Figura 3). Privilegiamos a coloca\u00e7\u00e3o de osso esponjoso nesta 1\u00aa camada. Por cima desta 1\u00aa camada \u00e9 colocada uma 2\u00aa camada (Figuras 4). A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a de colocar uma grande quantidade de osso num espa\u00e7o apertado. Para facilitar a coloca\u00e7\u00e3o do enxerto na \u201cbolsa\u201d craneal executamos abdu\u00e7\u00e3o da anca. Para facilitar a coloca\u00e7\u00e3o na \u201cbolsa\u201d caudal fazemos abdu\u00e7\u00e3o e rota\u00e7\u00e3o externa da anca.<\/p>\r\n<p>N\u00e3o \u00e9 expect\u00e1vel que se obtenham tiras muito homog\u00e9neas entre si. Usamos as v\u00e1rias tiras obtidas tendo com objectivo a constru\u00e7\u00e3o de um aumento o mais compactado poss\u00edvel (evitando espa\u00e7o morto) e com uma altura (dimens\u00e3o ventro-dorsal) que lhe d\u00ea robustez. Podemos preencher os espa\u00e7os mortos no interior do enxerto com osso esponjoso fragmentado, que \u00e9 poss\u00edvel obter da zona de colheita ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o das tiras \u00f3sseas (por ex., com uma colher de Volkmann). Para melhor coes\u00e3o do enxerto podemos comprimir (manualmente ou com instrumento) as tiras da 2\u00aa camada sobre as da 1\u00aa, moldando o enxerto.<\/p>\r\n<p>Nesta modifica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica original de Slocum n\u00e3o s\u00e3o utilizadas suturas para estabilizar o enxerto. Este \u00e9 estabilizado pelas duas \u201cbolsas\u201d descritas e pela restri\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o, desde que o espa\u00e7o criado debaixo da musculatura seja apenas o necess\u00e1rio para acomodar o enxerto.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><img class=\"aligncenter wp-image-29194 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_03.jpg\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"500\" \/>\u00a01\u00aa camada de tiras \u00f3sseas<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><img class=\"aligncenter wp-image-29193 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_04.jpg\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"500\" \/>\u00a0Legenda: <strong>g<\/strong>- 2\u00aa camada de tiras \u00f3sseas<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><img class=\"aligncenter wp-image-29192 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_05.jpg\" alt=\"\" width=\"667\" height=\"500\" \/><\/p>\r\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #1e73be;\"><strong>5. Encerramento<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p>Nos 2 acessos a 1\u00aa camada a suturar \u00e9 a f\u00e1scia profunda. Prosseguimos o encerramento plano por plano da forma habitual.<\/p>\r\n<p>\u00a0<\/p>\r\n<p><span style=\"color: #1e73be;\"><strong>6. P\u00f3s-cir\u00fargico<\/strong><\/span><\/p>\r\n<p>Aconselhamos o propriet\u00e1rio a restringir totalmente as actividades de maior propuls\u00e3o, nomeadamente corrida (galope e trote r\u00e1pido) e saltos, at\u00e9 \u00e0 integra\u00e7\u00e3o e matura\u00e7\u00e3o completa do enxerto, o que demora entre 3 e 4 meses.<\/p>\r\n<p><img class=\"aligncenter wp-image-29188 size-full\" src=\"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/art_tec_mod_darthroplasty_06.jpg\" alt=\"\" width=\"454\" height=\"662\" \/><\/p>\r\n<p>\u00a0<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\">Agradecimentos:<br \/><em>Figuras de apoio ao texto concebidas por hardfolio (<a href=\"http:\/\/www.hardfolio.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.hardfolio.com<\/a>)<\/em><\/p>","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[12],"tags":[29,38,27,28,32,93,51,30,39,33,35,37,91,34,31,92,36],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/359"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=359"}],"version-history":[{"count":19,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/359\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29703,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/359\/revisions\/29703"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29198"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.cirurgiavet.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}